Artigo: O Comércio do Porto - Cabeceiras de Basto - 12 de maio 1862
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- Título: Cabeceiras de Basto - 12 de maio 1862
- Publicação: Jornal «O Comércio Do Porto», de 12 de maio 1862
Resumo
Em 27 de abril de 1862, durante a feira da Pica em Cabeceiras de Basto, ocorreu uma grave desordem entre indivíduos previamente desavindos. Um dos envolvidos, usando técnicas de jogador de pau, lançou-se contra vários, “varrendo a feira”. No auge da confusão, um homem de Fafe atingiu-o com uma pedrada na cabeça, derrubando-o inconsciente. Mais tarde, em Gandarella, o irmão do ferido tentou vingar-se, mas acabou cercado pela população, que reagiu com pedradas indiscriminadas. O conflito não ficou resolvido e previa-se que se repetisse noutras feiras, com risco de maior violência.
A notícia
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« CABECEIRAS DE BASTO - 12 DE MAIO No dia 27 do mez passado, por occasião da feira da Pica, teve lugar uma séria desordem entre vários sujeitos, de ante-mão picados, e que envolveu todo o povo, porque um dos agressores fez o que em technologia de jogador de pau se chama «varrer uma feira». No melhor, porém das sua bravuras, um individuo de Fafe, atirou-lhe uma pedrada à caveça, que fez cahir redondo a terra, deixando-o por morto. Na volta para casa, e ao chegarem ao lugar de Gandarella, um irmão do ferido, encontrando-se com alguns dos contrarios, arremetteu contra elles, porém o povo de emtorno acudiu, e se o aggressedor e os que acompanhavam não fogem, seriam victmas das pedradas, que sobre elles arremassavam indistinctamente homens, mulheres e rapazes. O motivo da desordem não, cessou, por isso é de crêr que esta se renove em alguma outra feira com mais intenso cruôr. Estejam de sobre-aviso os que a ellas concorrerem, para não serem injustamente contemplados n'uma distribuição que lhes não compete. » |
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