Doc: Quintais e Recintos do Jogo do Pau em Lisboa (finais séc. XIX - início séc. XX)

Fonte: Jogo do Pau Português

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  • Título: Quintais e Recintos do Jogo do Pau em Lisboa (finais séc. XIX - início séc. XX)
  • Autor: Paulo Lopes
  • Publicação: Núcleo de Estudo e Investigação do Jogo do Pau Português da Stafffighters, abril 2025
  • DOI: https://doi.org/10.5281/zenodo.18272354


Antes do advento do futebol, das artes marciais modernas e dos ginásios desportivos, o Jogo do Pau constituía uma das principais formas de entretenimento e lazer na capital portuguesa. Esta arte marcial tradicional portuguesa era, então, um espetáculo público amplamente apreciado pelas multidões, sempre entusiastas em assistir aos “jogos”, que exibiam destreza e tradição. Entre o final do século XIX e o primeiro quartel do século XX, existiam dezenas de recintos em Lisboa onde o Jogo do Pau era ensinado e praticado com regularidade. Estes espaços, vulgarmente conhecidos como “quintais”, proliferavam pelas ruas e pracetas da cidade, testemunhando a popularidade e a integração desta prática na vida urbana. Felizmente, o Mestre António Nunes Caçador documentou grande parte destes recintos na sua obra Jogo do Pau: Esgrima Nacional, publicada em 1963. O presente artigo foca-se em pelo menos 23 quintais e 4 recintos desportivos que surgiram com a evolução da prática desportiva na época, marcando uma transição nas formas de atividade física organizada. Cada quintal possuía o seu mestre — geralmente um jogador de categoria elevada — bem como um contramestre, com competências semelhantes, mas menor autoridade. Devido a esta estrutura de liderança experiente e apoio qualificado, à grande adesão de praticantes e à dedicação de mestres e discípulos, a esgrima do pau atingiu, nesta época, um dos pontos mais elevados da sua história, consolidando-se como uma manifestação cultural de relevo.

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