Livro: Martial Arts of the World - Stickfighting Non-Asian

Fonte: Jogo do Pau Português
capa do livro

Sobre

  • Relevância: ★★★
  • Título: "Stickfighting, Non-Asian" in Martial Arts of the World - An Encyclopedia
  • Autor: Vários
  • Publicação: Volume One: A–Q, Thomas A. Green and Joseph R. Svinth Editors, 2001


O livro Martial Arts of the World: An Encyclopedia é uma obra de referência internacional que reúne mais de uma centena de ensaios académicos sobre as artes marciais de todo o mundo, explorando as suas origens, práticas, contextos culturais e transformações contemporâneas.

Resumo

O artigo de Kevin P. Menard (University of North Texas, Denton, Texas), apresenta uma visão geral das tradições de luta com paus fora da Ásia, destacando a universalidade desse tipo de combate desde os tempos pré-históricos. O autor divide as práticas em dois grupos:

Artes desenvolvidas diretamente com o pau (como o makila basco, o shillelagh irlandês e o quarterstaff europeu).

Artes derivadas de armas como espadas ou lanças, adaptadas para o uso do pau (como la canne d’armes em França, singlestick na Inglaterra ou arnis nas Filipinas).

Ao longo da história, quase todos os países europeus tiveram formas próprias de combate com paus, algumas usadas em duelos judiciais medievais, outras em contextos populares, festividades ou treino militar. O texto descreve em detalhe estilos de várias regiões:

Inglaterra e Reino Unido: destaque para o quarterstaff e o singlestick, usados em treino militar, polícia, desporto e até nas escolas, influenciando artes como o gatka sikh.

  • Irlanda: o shillelagh associado a lutas de facções do século XIX, envolvendo até milhares de participantes.
  • Escandinávia e Europa Central: sistemas como o stav norueguês e o stochfechten alemão.
  • França: tradição organizada com la canne d’armes e canne de combat, integradas ao savate.
  • Portugal: preservação do jogo do pau como defesa pessoal, prática cultural e desportiva.
  • Rússia: o shtyk, ligado ao uso do pique e depois do baioneta.
  • Egito e Médio Oriente: o tahteeb e variantes beduínas.
  • Américas e Caraíbas: práticas importadas da Europa, África e Filipinas; destaque para estilos ligados ao Carnaval (como o bois nas Antilhas) e ao maculelê no Brasil.

O autor sublinha que muitas destas tradições foram absorvidas por outras práticas, transformaram-se em desporto ou sobreviveram como expressões culturais e danças. Contudo, algumas continuam ativamente preservadas ou reavivadas hoje.

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