Conde de Vimioso: diferenças entre revisões

Fonte: Jogo do Pau Português
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Por sua parte, as classes populares adoravam o con- de de Vimioso, que as tratava sem preoccupaçoes hierarchicas, e que se distinguia pela exteriorisação de qualidades que muito deslumbram o critério pouco intellectual do povo: a valentia, a coragem, o primor da guitarra e do toureio.(...)
Como sportsman tornou-se notável em todos os exercícios físicos, precisos para aliar a destreza à agilidade, a serenidade à, coragem. Hábil atirador de pistola e de carabina, '''destro jogador de pau''', de florete e de sabre, foi também notável na equitação.
 
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O sr. Queriol reduziu também a lenda do conde de Vimioso aos devidos termos, mas ainda assim resulta do seu artigo uma figura sympathica, que foi o conde, distincta por aquellas qualidades, não intellectivas, que o publico aprecia e que ainda hoje constituem a galhardia do moderno ''sport''.
<small>(pág. 178)</small>
 
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Desde muito novo que D. Francisco de Paula se notabilisou pelo valor physico e destemida coragem.
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Creança de 16 para 17 annos, serviu o exercito liberal como aspirante de lanceiros. (...)
<ref>PEREIRA, Esteves, RODRIGUES, Guilherme, ''Portugal : diccionario historico, chorographico, heraldico, biographico, bibliographico, numismatico e artistico'', Lisboa: J. Romano Torres, 1904
 
([[Livro: Portugal : diccionario historico, chorographico, heraldico, biographico, bibliographico, numismatico e artistico|sobre o livro]])</ref>
Foi por occasião da feira do Campo Grande.<br>
Dois valentões da província tinham se postado junto ao portão de ferro, que então limitava o Campo Gran- de pelo lado do Lumiar, e não deixavam entrar nem sair ninguém.
 
A que distancia já ficam hoje estas bravas tunantadas portuguezas, e que mal se podem comprehender agora!
 
Raça de Hercules, no acerto ou na loucura, quebra- mos: agora estamos a pedir funda.
O povo levantou celeuma contra os dois pimpões, mas não ouzava affrontalos, porque algum saloio que investia, recuava ganindo, deslombado.
 
Com o [[Conde de Vimioso]] estavam almoçando n'essa occasião o sr. Miguel Queriol e João Nunes Vizeu.
Ouviram o borborinho que vinha da alameda, informaram-se da occorrencia, e não tiveram um momento de hesitação.
 
Narra o sr. Queriol, sem faltar de si mesmo, mas certamente que não deixou de molhar a sua sopa, porque era muito desembaraçado :
 
::« O conde de Vimioso e José Vizeu apenas tiveram tempo de cada um se '''''munir de bons cajados de marmaleiro''''', e fazendo frente aos dois '''''varredores de feiras''''' os levaram a tombos até junto da feira, onde os soldados municipaes os receberam contusos e confusos da má sorte que em Lisboa veio offuscar a sua valentia provinciana
 
Todos estes predicados davam prestigio, faziam lenda ao conde no conceito popular. Pode imaginar se a ovação de que elle seria alvo n'aquella manhã do Campo Grande, quando varreu os dois alcides que varriam a feira.
<small>(pp.172-173)</small>
<ref>PIMENTEL, Alberto, ''A triste canção do sul (subsidios para a historia do fado)'', Lisboa: Livraria Central de Gomes de Carvalho, 1904 ([[Livro: A Triste Canção do Sul|sobre o livro]])</ref>
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Revisão das 20h39min de 11 de maio de 2021

Foto CondedeVimioso.jpg

Sobre

Conde de Vimioso foi um título criado por D. Manuel I, por carta de 2 de Fevereiro de 1515, a favor de D. Francisco de Paula de Portugal e Castro, 1.º conde de Vimioso.

Francisco de Paula de Portugal e Castro, foi o 13.º Conde de Vimioso (28 de Julho de 1817 – 8 de Julho de 1865), foi um fidalgo português que se notabilizou enquanto cavaleiro tauromáquico.

É talvez hoje mais recordado como amante da fadista Maria Severa Onofriana; segundo a lenda, o Conde de Vimioso era enfeitiçado pela forma como cantava e tocava guitarra, levando-a frequentemente à tourada. Proporcionou-lhe grande celebridade e naturalmente permitiu a Severa um maior prestígio e número de oportunidades para se exibir para um público de jovens oriundos da elite social e intelectual portuguesa. [1]

Publicações onde é citado

« Como sportsman tornou-se notável em todos os exercícios físicos, precisos para aliar a destreza à agilidade, a serenidade à, coragem. Hábil atirador de pistola e de carabina, destro jogador de pau, de florete e de sabre, foi também notável na equitação. » (pág. 178)

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Galeria de imagens

Ver também

Referências

  1. Conde de Vimioso na Wikipédia
  2. PEREIRA, Esteves, RODRIGUES, Guilherme, Portugal : diccionario historico, chorographico, heraldico, biographico, bibliographico, numismatico e artistico, Lisboa: J. Romano Torres, 1904 (sobre o livro)