Federação Nacional do Jogo do Pau

Fonte: Jogo do Pau Português

Sobre

  • Escola: Federação Nacional do Jogo do Pau
  • Instituição colectiva: Federação Nacional do Jogo do Pau, APD (NIPC 504396153)
  • Região: Lisboa
  • Estado: inativa


A Federação Nacional do Jogo do Pau (FNJP) foi criada em 13 de agosto de 1999 pelo Mestre Nuno Russo através da Esgrima Lusitana para promover, organizar, regulamentar e controlar o ensino e a prática do jogo do pau português em todas as especialidades e competições e tendo como órgãos sociais a assembleia geral, a direcção, o conselho de arbitragem, o conselho fiscal, o conselho jurisdicional e o conselho disciplinar[1]. Em 2002 tinha como presidente Fernando Lima e Antunes[2], praticante desde a década de 1970 e antigo aluno de Nuno Russo no Ateneu Comercial de Lisboa.

Em 2006, a FNJP continuava com a presidência de Fernando Antunes, e segundo o mesmo, nessa altura a Federação enfrentava grandes dificuldades estruturais, sobretudo pela falta de apoios institucionais e pela diminuição contínua do número de praticantes.

Durante esse período, a FNJP procurou apoio junto de diferentes entidades públicas — incluindo a Câmara Municipal de Lisboa, o Ministério da Cultura, o Instituto da Juventude, o Instituto do Desporto e a Fundação Calouste Gulbenkian — mas, apesar do reconhecimento do valor cultural da arte, os projectos apresentados raramente tiveram seguimento.

A Federação chegou a beneficiar de algumas iniciativas pontuais, como a oferta de uma sede na Avenida dos Estados Unidos da América, atribuída pela Câmara Municipal de Lisboa em 2003, e um subsídio do Instituto do Desporto destinado à aquisição de equipamentos básicos de funcionamento (fax, fotocopiadora, entre outros). Contudo, por volta de 2006, os apoios tinham cessado e a Federação encontrava-se num estado de fragilidade financeira tal que, segundo Antunes, “nem sequer havia dinheiro para pagar a conta da electricidade ou da água”[3].

Realizou no dia 10 e 11 de maio de 2014, o Campeonato Nacional de Esgrima Lusitana 2014, no Pavilhão Paz e Amizade, em Loures[4][5].

Segundo a classificação CAE, desenvolve a atividade classificada como Outras Atividades Desportivas, N.e.

O seu NIF é 503621560 e a sua natureza jurídica é Associação.

Publicações onde é citado

« A maioria dos alunos que vão às aulas de Nuno Russo no GCP são-lhe já conhecidos desde que treinavam com ele no Ateneu Comercial Português em 1972. Um deles é Fernando Antunes: começou a treinar com 17 anos e há 6 anos que é presidente da Federação Nacional do Jogo do Pau. Queixa-se da falta de apoios tanto das câmaras municipais, como de todas as outras instituições a quem já pediu ajuda para poder sustentar a existência do jogo do pau em Portugal. “Já apresentámos projectos à Câmara Municipal de Lisboa, ao Ministério da Cultura, ao Instituto da Juventude, ao Instituto do Desporto, à Fundação Gulbenkian... todos acham que é uma pena porque se vai perder uma arte tradicional portuguesa mas não passamos disso”. Para além da Federação Nacional do Jogo do Pau existe também a Associação Portuguesa do Jogo do Pau desde 1977, “desde que começámos a praticar. Nessa altura justificava-se porque havia cerca de 10 ou 12 escolas e conseguíamos juntar cerca de 300 pessoas a jogar ao pau. Agora somos menos de 100 praticantes efectivos!”, explica com indignação Fernando Antunes. O presidente da Federação ainda recorda a existência de algumas ajudas como a oferta de uma sede na Av. Estados Unidos da América pela Câmara Municipal de Lisboa em 2003 e o subsídio atribuído pelo Instituto do Desporto para que pudessem comprar os equipamentos mínimos de funcionamento (fax, fotocopiadora, etc.). Hoje a sede ainda existe, mas os subsídios desapareceram e “neste momento nem sequer temos dinheiro para pagar a conta da electricidade ou da água!”. A própria especificidade violenta deste desporto faz com que a procura por espaços disponíveis para treinar seja ainda mais difícil. “Por ser bélica é violenta. E por ser violenta estraga os sítios onde treinamos. Por exemplo uma paulada no chão de um ginásio faz mossa enquanto uma bola de futebol não faz”, constata o presidente. Daí entende-se a falta de interesse dos responsáveis dos ginásios pela utilização dos seus espaços para os treinos do jogo do pau. São vários os entraves que se colocam perante aqueles que lutam por manter uma das poucas (ou talvez a única) arte de combate tradicionalmente portuguesa. A tendência para a mera exibição, o aparecimento de novos instrumentos de combate mais discretos, a falta de apoios e de divulgação tanto do governo como das próprias empresas locais e por aí em diante. Na opinião de Fernando Antunes é imprescindível que se possa garantir o pagamento aos professores, mas o projecto mais urgente neste momento é a necessidade de fazer um documentário televisivo no qual se pudesse “filmar enquanto é possível a infinidade de técnicas que se mantêm e que foram surgindo em todas as escolas. Isto só por si envolve uma grande quantidade de dinheiro”. Mas o factor mais preocupante é a falta de interesse entre os jovens por esta modalidade já que o praticante mais novo que encontrámos nas aulas de Nuno Russo tem 28 anos. Este ano foi publicado nos Estados Unidos um livro sobre o jogo do pau português escrito em língua inglesa, com a autoria de Luís Preto, também aluno de Nuno Russo. Em Portugal pouca ou nenhuma informação conseguimos encontrar sobre esta arte de combate na qual reside a nossa história enquanto povo lutador do campo. »
Jornal «8ª Colina» de março 2006 (ver mais)

Ver também

Referências