Grupo do Jogo do Pau Kas Bak
Sobre
- Escola: Grupo do Jogo do Pau Kás-Bak
- Instituição colectiva: Grupo Desportivo e Cultural de Kás-Bak Futebol Club
- Morada: Bairro de São José
- Região: Fafe
- Responsável: António "Moleiro", Anselmo de Magalhães
- Estado: Inativa
O Grupo Desportivo e Cultural de «Kás-Bak» Futebol Club nasceu em 1942, em Fafe, mas só formalmente constituída Associação em 5 de dezembro de 1977[1].
O nome Kas Bak vem de um filme de aventuras sarianas chamado "Casbah" e foi escolhido por ser do agrado dos fundadores do clube. O grupo tinha como sede um casebre no Bairro de São José, perto da Fábrica do Ferro, onde muitos eram operários fabris.
Segundo Manuel Fernandes "Costa" (antigo aluno do mestre José "Quéu"), o Grupo do Jogo do Pau era da Fábrica do Ferro e tinha como membros fundadores o Francisco Fernandes "Costa" (Presidente) e os três irmãos Moleiros, José, Custódio e António (o irmão mais velho e responsável pelo grupo).
Na década de 1990, o Grupo era composto por cerca de 50 membros, entre homens e mulheres, com idades entre 4 e 70 anos. A maioria dos membros era composta por mulheres, o que é incomum no mundo do jogo do pau, e a prática da arte marcial é acompanhada por um certo feminismo moderado. O treinador do clube, Anselmo de Magalhães, destacava em 1993 a originalidade e a riqueza do modo de jogar do Kas Bak, que se caracteriza pela curta distância dos golpes e pela organização da defesa, envolvendo todos os sectores do corpo.
Publicações onde é citado
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« O grupo, que com o seu congénere de Bucos, em Cabeceiras de Basto, mantém regular actividade, com treinos e exibições públicas por todo o país (já foram a França, obtendo muito êxito) é o «Kas Bak», nome bizarro a lembrar «Casbah» e essa é a referência. O grupo Desportivo e Cultural de «Kas Bak» Futebol Club nasceu em 1942 e a designação retirou-a de um filme de aventuras sarianas! «Gostaram do nome e adoptaram-no com um erro de ortografia», explica Francisco Novais Costa, vice-presidente. Meia centena de atletas, entre rapazes e raparigas, estudantes e trabalhadores que treinam no Ginásio da Escola C+S local, de 15 em 15 dias e aos domingos. A maioria pertence a famílias de gloriosos puxadores, passando conhecimentos de geração em geração. Há marido e mulher. Há pais e filhos, tios e sobrinhos, irmãos. São todos amigos e unidos. Uma espécie de tribo respeitada pelos fafenses. Porém praticamente sem apoios e subsídios, vivendo de quotizações e da ajuda de uns carolas. O maior problema é, no entanto, a aquisição de rachas em lodão, porque esta madeira escasseia e só há um marceneiro capaz de as fazer..» |
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« Em Fafe existe uma colectividade que se dedica como muito entusiasmo ao jogo do pau - o Kás-Bak, nome bizarro que vem de «Casbah», filme de aventuras passadas no deserto do Sara. Sem nada ter a ver com a famigerada justiça de Fafe quem sai aos seus não degenera - é, simplesmente, um clube que se esquiva a uma predeterminação masculina. A maioria dos seus praticantes são mulheres por oposição aos homens. E o seu feminismo alia-se a um certo mas moderado casticismo. Tendo por sede um vago casebre no Bairro de S. José, onde reúne, numa balbúrdia, os seus parcos haveres com a «tralha do ofício», a colectividade congrega 50 jovens entre os quatro e os 70 anos. A «escola fafense» junta, segundo o treinador Anselmo de Magalhães, o grande alcance de golpes, ao aparato e curta distância em que é executado e mesmo à organização de defesa, pondo em actividade todos o sectores do corpo. Precisamente nesta linha de pensamento, insiste, por exemplo, na pluridimensional riqueza e originalidade do Kás-Bak - um singular modo de jogar cara a cara o pau. Mas o clube, pela deficiência de instalações que enferma, não tem vindo a efectuar um trabalho de massas como seria de desejar. Dessa situação resulta uma descontinuidade na acção, acção essa entrecortada de altos e baixos periódicos, que prejudicam o seu crescimento. Verifica-se falta de regularidade nas iniciativas, organização deficiente e acção cultural muito incompleta. O Kás-Bak está longe dos anos passados em que a Escola C+S local lhes disponibilizava o Ginásio, de 15 em 15 dias e aos domingos. Não obstante, no clube há atitudes, gestos, expressões e arrebatamentos. Por isso a arte do jogo do pau exige hoje mais do que nunca plasticidade, nervosismo, o arfar incessante e agitado, ritmo das pernas e dos braços. Sim, mas numa identidade em que se mostra a face da inocência ou o feminino.» |
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A Associação Desportiva de Fafe estreou a relva do Estádio Municipal, tendo abrilhantado o acto a equipa sénior do F. C. P. (...)
exibiram-se alguns ranchos folclóricos e faz-se uma demonstração do conhecido jogo do pau «kasbak», que muito entusiasmou a assistência. Como nos diria o eng.º Nelo Barros, esta exibição em Londres, «enchia e maravilhava todo o Hyde Park».
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A Sociedade de Recreio Cepanense, com sede em Cepães, levou a efeito nos passados dias 17 e 18 de Maio o 1 Encontro Nacional de Jogo do Pau, com a colaboração do Grupo de Jogo de Pau: Kas-Bak.
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Será nas Feiras Francas de Maio, a 17 e 18, que a S. R. Cepanense organizará o I Encontro Nacional de Jogo do Pau, em Fafe. (...) A organização contará com a colaboração do Grupo KAS-BAK, e espera-se que tenha o apoio de diversas entidades oficiais (Governo Civil, SEJ, FOAJ, DGD, Comissão Regional de Turismo e Câmara), já que envolve verbas da ordem dos 500 contos.
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Galeria de imagens
Fotos do artigo JND Reportagemm de 1991 (ver mais)
Vídeos
| 1986 - I Encontro do Jogo do Pau em Fafe Encontro promovido pela Sociedade de Recreio Cepanense nos dias 17 e 18 de maio de 1986. Tiveram presentes 8 escolas, Sendo elas: ADC. S. João Baptista de Bucos, Ateneu Comercial de Lisboa, Casa do Povo de Cepães, Casa do Povo de Espinheiro, Grupo do Jogo do Pau Kas Bak, Clube Recreativo Piedense, Ginásio Clube Português, Sociedade de Recreio Cepanense. |
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| 1978 - 1º Aniversário da Associação Portuguesa do Jogo do Pau Várias demonstrações da Escola do Mestre António Moleiro na Fundação Calouste Gulbenkian. |
Ver também
Referências
- ↑ Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna. Ver em: https://agc.sg.mai.gov.pt/details?id=156144