Livro: Jeux du monde
Sobre
- Relevância: ★☆☆
- Título: Jeux du monde
- Autor: Paul Chartier
- Publicação: Granby, Québec, Éditions Olographes, 2008
- Formato: xliii, 277 pages (23 cm)
Sinopse
Para Paul Chartier, craque há mais de 30 anos, brincar é a chave da socialização, da criatividade e até da felicidade. É com este espírito que nos revela o seu mais belo tesouro, despretensiosamente mas com paixão e humor: o universo lúdico dos povos da terra. A sua divertida volta ao mundo é simultaneamente uma experiência contada e um manual de instruções, um diário de viagem e um guia prático. Cada saborosa descrição termina com uma ficha técnica para quem quer jogar e links úteis para quem quer explorar mais. Aliás, cada saborosa descrição desses mais de 100 jogos termina com uma ficha técnica para quem quiser jogar + 9 reportagens fotográficas de Valérie Panel-Watine, Arnaud Drijard e Christophe Meunier. Descubra toda a riqueza da diversidade cultural planetária através de uma centena de jogos, esportes, desafios, artes marciais e entretenimento praticados hoje com alegria, ardor e convicção por cerca de cinquenta povos como os maias, índios, wolofs, irlandeses, havaianos, quebequenses, tártaros. e lembre-se que nada importa mais do que jogar. Com prazer![1]
Excerto da Obra
Versão original em Francês:
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« Ce combat portugais d’escrime au bâton est pratiqué depuis les temps les plus reculés. Pour cette raison, on considère Jogo do Pau comme le plus typique des sports traditionnels portugais. Pour attaquer et se défendre de ses adversaires, on utilise un bâton nommé iodao [sic] dont la longueur varie selon la taille du joueur. À l’époque, ceux-ci servaient tant de bâtons de bergers que de bâtons de marche pour les voyageurs. Les uns comme les autres s'en servaient tant pour se défendre des animaux que des hommes malveillants. Le bâton de combat fait partie de l’histoire de l'indépendance du Portugal. On dit en effet que le bâton était I'arme de choix de Dom Nuno Alvares Pereira, le jeune général portugais qui remporta la bataille décisive d’Aljubarrota en 1385, combat qui servit toute une raclée aux Castillans, mettant fin une fois pour toutes aux desseins de la Castille d'annexer le Portugal. Plus tard les Portugais, eux-mémes conquérants, dispersèrent le jeu du bâton dans leurs propres colonies des Îles Canaries et des Açores, ce qui donna naissance à dautres pratiques darts martiaux en ces lieux. Puis, au fil du temps et des besoins changeant, les techniques de combat firent de plus en plus place à des chorégraphies spectaculaires. Plus récemment, durant la période fasciste de 1926 à 1974, la pratique de cet art martial fut interdite et Jogo do Pau faillit bien disparaitre. Mais maintenant le jeu du bâton est enseigné par des associations qui encouragent sa pratique. L'apprentissage des différentes techniques de combat peut s'échelonner sur plusieurs années. Jogo do Pau comprend trois grandes écoles ou styles de pratiques. Escola Galega ou I'école galicienne enseigne une technique de coups où le combattant tient son baton d'une seule main. Avant de porter le coup,celui-ci le fait tournoyer au-dessus de sa tête. Escola Ribatejana ou l'école Ribatejo est aussi connue sous le nom de Escola de Pateleira. Celle-ci favorise le combat rapproché avec des coups courts et précis et des positions pour parer ceux de l’adversaire. Finalement, Escola de Lisboa, l’école de Lisbonne, encourage l’autodéfense. Le combattant pare alors les coups de son adversaire en lui renvoyant des coups similaires dans la direction opposée. Afin que la pratique du combat reste un jeu sans risque, les portugais se protègent avec des gants de hockey, un casque d'escrime modifié-rembourré et des protège-corps très légers. Concluons avec ce vieux dicton qui nous provient de la tradition chinoise du wushu (voir wushu, p. 31), et qui va comme un gant à Jogo do Pau: Le bâton est le grand-père des armes.
Combat au bâton Bâton de bois: appelé iodao [sic]; environ 1,50 m de long; pour attaquer et se défendre. |
Versão traduzida para português[2]:
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« Esta forma portuguesa de esgrima de pau é praticada desde os tempos mais remotos. Por este motivo, o Jogo do Pau é considerado o mais típico dos desportos tradicionais portugueses. Para atacar e defender-se dos adversários, os jogadores utilizam um pau chamado iodao [sic], cujo comprimento varia conforme a altura do jogador. Na altura, eram utilizados tanto os cajados de pastores como as bengalas dos viajantes. Tanto uns como os outros os usavam para se defenderem de animais e de homens mal-intencionados. A vara de combate faz parte da história da independência de Portugal. Diz-se que a vara foi a arma de eleição de D. Nuno Álvares Pereira, o jovem general português que venceu a decisiva batalha de Aljubarrota em 1385, combate que serviu para dar uma verdadeira tareia aos castelhanos, pondo fim de uma vez por todas aos planos de Castela de anexar Portugal. Mais tarde, os portugueses, também eles conquistadores, difundiram o jogo do pau nas suas colónias das Ilhas Canárias e dos Açores, dando origem a outras artes marciais nesses locais. Depois, com o passar do tempo e a evolução das necessidades, as técnicas de combate foram cada vez mais dando lugar a coreografias espectaculares. Mais recentemente, durante o período fascista de 1926 a 1974, a prática desta arte marcial foi proibida e o Jogo do Pau quase desapareceu. Mas atualmente o jogo do pau é ensinado por associações que incentivam a sua prática. A aprendizagem das diferentes técnicas de combate pode demorar vários anos. O Jogo do Pau inclui três grandes escolas ou estilos de prática. A Escola Galega ensina uma técnica de ataque em que o jogador segura o pau só com uma mão. Antes de dar o golpe, roda-o acima da cabeça. A Escola Ribatejana ou Escola do Ribatejo é também conhecida como Escola de Pateleira[sic]. Privilegia o combate próximo com golpes curtos e precisos, e posições para desviar os golpes do adversário. Finalmente, a Escola de Lisboa incentiva a autodefesa. O jogador pára os golpes de seu oponente contra-atacando com golpes semelhantes na direção oposta. Para que a prática do combate continue a ser um jogo sem riscos, os portugueses protegem-se com luvas de hóquei, um capacete de esgrima modificado e acolchoado, e equipamento de proteção muito leve. Concluímos com este velho ditado que nos vem da tradição chinesa do wushu (ver wushu, p. 31), e que assenta que nem uma luva ao Jogo do Pau: O pau é o avô das armas.
Combate com vara Pau de madeira: chamado iodao [sic]: cerca de 1,50 m de comprimento: para atacar e defender |
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Referências ou Notas
- ↑ https://www.bertrand.pt/livro/jeux-du-monde-paul-chartier/8010110
- ↑ Traduzido em 9 outubro 2025 por Didi (Carla cardoso)
