Livro: Portugal antigo e moderno, XI volume

Fonte: Jogo do Pau Português
capa do livro

Sobre

  • Relevância: ★★☆
  • Título: Portugal antigo e moderno, XI volume
  • Autor: Pinho Leal, Augusto Soares d'Azevedo Barbosa de; Ferreira, Pedro Augusto
  • Publicação: Lisboa: Livraria Editora de Tavares Cardoso & Irmão. 1886
  • Formato: 797 páginas


A obra Portugal antigo e moderno, XI volume é um vasto dicionário geográfico de Portugal. O próprio título diz tudo. Podemos ler: Portugal antigo e moderno; diccionario geographico, estatistico, chorographico, heraldico, archeologico, historico, biographico e etymologico de todas as cidades, villas e freguezias de Portugal e de grande numero de aldeias...

Resumo do excerto da obra

Pisa das uvas. Nas páginas 1347 e 1348, os autores explicam o processo da vindima feita no Alto-Douro, e os conflitos gerados nessa atividade. Neste contexto, fala e compara as gentes dessa terra «(...) se os valentões do Minho, os grandes jogadores de pau, varredores de feiras, fossem ao Alto Douro ostentar valentias, — podiam ter a certeza de que a maior parte d'elles lá ficava !..(...)» (ver o texto completo na separata em baixo)

Nas páginas 1688 e 1689 pode encontrar-se uma passagem da Carta de Foral de Viseu que descreve um antigo sistema de julgamento por combate, no qual os litigantes disputavam duelos com paus ou lanças, a pé ou a cavalo, para determinar a culpa ou a inocência. Esta referência constitui um importante testemunho da utilização do pau como arma em contextos judiciais e ritualizados durante a Idade Média portuguesa.

« Viseu 1187

Forale Viseense alterum ... »

(...)

Do vinho e do linho pagarão a sexta parte (uma hagatellal. . .) — da prova de pau pagarão 5 soldos e da prova de lança 15 soldos (1).

(1) Usava-se n’aquelle tempo e desde tempos muito anteriores, uma especie de duellos a pau ou lança, a pé e a cavallo, como prova de culpabilidade ou innocencia dos litigantes, com certas formalidades legaes e assistencia das auctoridades, pelo que estas recebiam do que ficava vencido certa somma.

Por este barbaro processo de julgamento, muitos individuos, estando aliás innocentes, eram publicamente e barbaramente espancados, feridos e por vezes mortos; — e ainda pagavam as custas!...

A justiça estava sempre do lado do mais forte e mais destro no jogo das armas — o mais barbaro e o mais estupido era ainda o julgamento denominado juízo de Deus pelas provas do ferro caldo e da agua ou azeite fervendo. »

Ler separata do livro (pp.1347-1348)

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