Mestre: António Pereira Penela: diferenças entre revisões
Sem resumo de edição |
|||
(Há 19 edições intermédias do mesmo utilizador que não estão a ser apresentadas) | |||
Linha 1: | Linha 1: | ||
[[File:Foto_Mestre_António_Pereira_Penela.png|thumb|right|200px| | [[File:Foto_Mestre_António_Pereira_Penela.png|thumb|right|200px|link=| | ||
{| | {| | ||
|'''Nascimento''' | |'''Nascimento''' | ||
| 1838 | | 19-02-1838 | ||
|- | |- | ||
|'''Morte''' | |'''Morte''' | ||
Linha 11: | Linha 11: | ||
|- | |- | ||
|'''Naturalidade''' | |'''Naturalidade''' | ||
| | | (?) Porto | ||
|- | |- | ||
|'''Escola''' | |'''Escola''' | ||
| (?) | | (?) [[Estilo_de_Jogo:_Fafe|Fafe]] | ||
|} | |} | ||
]] | ]] | ||
Linha 20: | Linha 20: | ||
== Sobre == | == Sobre == | ||
Um valoroso nome nortenho. | Mestre '''António Pereira Penela''' (19 de fevereiro de 1813 – 1908) foi um renomeado mestre de Jogo do Pau, conhecido pelo seu estilo nortenho de duas mãos, seguindo a maneira minhota. Nascido no Norte de Portugal, ''Penela'' foi um dos mestres mais destacados da sua época, lecionando principalmente na cidade do Porto. | ||
Além de ser mestre na sua própria escola, Penela foi contratado pelo cavaleiro tauromáquico [[Carlos Relvas]] para dar aulas nas propriedades de ''Relvas'' no Ribatejo<ref>CAÇADOR, António Nunes, Jogo do Pau: esgrima nacional, Lisboa: ed. Autor, 1963 ([[Livro: Jogo do Pau: esgrima nacional|sobre o livro]])</ref>, onde formou discípulos de grande renome, como ''Joaquim Pinto'', ''José de Sousa Cecílio'' e o seu filho ''Patrício Cecílio''. O seu impacto no desenvolvimento e na disseminação do Jogo do Pau é reconhecido como significativo, não apenas no Porto, mas também no Ribatejo, onde ajudou a consolidar o conhecimento dessa técnica tradicional. | |||
De acordo com fontes da época, ''Penela'' destacava-se por sua valentia e habilidade, sendo capaz de enfrentar adversários de maior estatura. Numa célebre história, conta-se que foi atacado por vários homens, mas só conseguiram feri-lo atirando pedras, já que ninguém conseguia atingi-lo com um pau. | |||
''Penela'' faleceu em 1908, aos 70 anos, deixando um legado que influenciou mestres e jogadores em várias regiões do país. | |||
== Conhecimentos técnico == | |||
Mestres onde obteve conhecimentos técnicos do Jogo do Pau português: | |||
* <span style="font-size:100%;">{{#fas:question}}</span> '''Mestre desconhecido''' | |||
== Publicações onde é citado == | |||
{| class="wikitable" style="text-align: left;" | |||
|- | |||
| | |||
« | |||
(...) [[Carlos Relvas]] (...) contratou vários mestres, provinientes de diversos pontos do país (...) | |||
Estes mestres, entre outros, terão sido o próprio [[Mestre: José Maria da Silveira|José Maria da Silveira]], [[Mestre: Domingos Salreu|Domingos Valente de Couras (Salréu)]], [[Mestre: António Pereira Penela|António Pereira Penela]] (1838-1908), e [[Mestre: Joaquim Baú|Joaquim Baú]] (contemporaneo do "[[Mestre: José Maria da Silveira|Saloio]]), de Marco de Canavezes, mestre itenerante e que vivia do pagamento das lições dadas pelo pais. O que testemunha uma influência directa da técnica de Lisboa em alguns dos jogadores e posteriores mestres do Ribatejo. | |||
»<br> | |||
<small>Artigo «O Jogo do Pau em Portugal: processos de mudança, Universidade Nova de Lisboa» 1990 ([[Livro: O Jogo do Pau em Portugal: processos de mudança|ver mais]])</small> | |||
|- | |||
|} | |||
{| class="wikitable" style="text-align: left; width="100%;" | |||
|- | |||
| style="width: 2000px;" | | |||
« | |||
'''''Anlomo Pereira Penela''''', deu lições no ''Porto''. | |||
(...) | |||
Um valoroso nome nortenho.<br> | |||
Teve escola na cidade do Porto onde leccionou bastante durante alguns anos.<br> | Teve escola na cidade do Porto onde leccionou bastante durante alguns anos.<br> | ||
Foi mestre do antigo cavaleiro tauromático Carlos Relvas, nas suas propriedades no Ribatejo.<br> | Foi mestre do antigo cavaleiro tauromático [[Carlos Relvas]], nas suas propriedades no Ribatejo.<br> | ||
Mestre António Pereira Penéla nasceu em 19 de Fevereiro de | Mestre '''António Pereira Penéla''' nasceu em 19 de Fevereiro de 1838 e faleceu em 1908 com 70 anos de idade. | ||
< | |||
(...) | |||
Nas suas vastas propriedades (de [[Carlos Relvas]]) na Golega estiveram os mestres: [[Mestre: José Maria da Silveira|José Maria da Silveira]], [[Mestre: António Pereira Penela|António Pereira Penela]], [[Mestre: Joaquim Baú|Joaquim Baú]], [[Mestre: José Florêncio|José Florêncio]] (de Tagarro) e ainda outros, sendo com estes mestres que [[Carlos Relvas]] adquiriu grandes conhecimentos da esgrima do pau. | |||
»<br> | |||
<small>CAÇADOR, António Nunes, Jogo do Pau: esgrima nacional, Lisboa: ed. Autor, 1963 ([[Livro: Jogo do Pau: esgrima nacional|sobre o livro]])</small> | |||
|- | |||
|} | |||
{| class="wikitable" style="text-align: left;" | |||
|- | |||
| | |||
« | |||
([[Carlos Relvas]]) Fez vários convites. O primeiro que ele trouxe para a Golegã foi o nortenho '''Antonio Penela''' nabilissimo no jogo com as duas mãos, segundo a maneira minhota. Conta-se que uma vez, no calor das lições e destro como era [[Carlos Relvas|Relvas]] tentou dominar o '''Penela''' mas este, num golpe rápido, passou a uma situação de superioridade que não agradou ao fogoso contendor, é claro, O '''Penela''' não possuia grande estatura - afirmam-nos velhos goleganenses que ainda o viram jogar - mas era valentissimo, não temendo os homens de grande estatura. Podiam ser altos como torres! Numa romaria, relata-se nas conversas dos antigos eram muitos homens contra ele, mas só com pedras o atingiram, porque à paulada jamais lhe lhe tocaram. '''Antonio Penela''', deixou escrita a térmica do seu jogo, e um grupo de excelentes discípulos, como Joaquim Pinto e José de Sousa Cecílio - pai de Patrício Cecilio, também esgrimista do pau, e dos bons. | |||
» | |||
<br><small>Artigo em «O Século Ilustrado» de 1952 ([[Artigo: O Seculo Ilustrado - Jogo do Pau - Desporto Nacional 1952'|ler a notícia]])</small> | |||
|- | |||
|} | |||
{| class="wikitable" style="text-align: left;" | |||
|- | |||
| | |||
« | |||
A base deste jogo é a escola do mestre '''António Pereira Penela''' que [[Carlos Relvas]], pai do antigo ministro Dr. José Relvara levou para as suas propriedades da Golegã, afim de com ele aprender a jogar o pau. (...) | |||
'''Mestre Penela''', nasceu em 1832 e faleceu em 1908. | |||
»<br> | |||
<small>Artigo em «Novidades» de 1943 ([[Artigo: Esgrima Nacional - as escolas do jogo do pau - 1943|ver mais]])</small> | |||
|- | |||
|} | |||
== Ver também == | == Ver também == |
Edição atual desde as 20h25min de 23 de março de 2025

Nascimento | 19-02-1838 |
Morte | 1908 |
Nacionalidade | Portuguesa |
Naturalidade | (?) Porto |
Escola | (?) Fafe |
Sobre
Mestre António Pereira Penela (19 de fevereiro de 1813 – 1908) foi um renomeado mestre de Jogo do Pau, conhecido pelo seu estilo nortenho de duas mãos, seguindo a maneira minhota. Nascido no Norte de Portugal, Penela foi um dos mestres mais destacados da sua época, lecionando principalmente na cidade do Porto.
Além de ser mestre na sua própria escola, Penela foi contratado pelo cavaleiro tauromáquico Carlos Relvas para dar aulas nas propriedades de Relvas no Ribatejo[1], onde formou discípulos de grande renome, como Joaquim Pinto, José de Sousa Cecílio e o seu filho Patrício Cecílio. O seu impacto no desenvolvimento e na disseminação do Jogo do Pau é reconhecido como significativo, não apenas no Porto, mas também no Ribatejo, onde ajudou a consolidar o conhecimento dessa técnica tradicional.
De acordo com fontes da época, Penela destacava-se por sua valentia e habilidade, sendo capaz de enfrentar adversários de maior estatura. Numa célebre história, conta-se que foi atacado por vários homens, mas só conseguiram feri-lo atirando pedras, já que ninguém conseguia atingi-lo com um pau.
Penela faleceu em 1908, aos 70 anos, deixando um legado que influenciou mestres e jogadores em várias regiões do país.
Conhecimentos técnico
Mestres onde obteve conhecimentos técnicos do Jogo do Pau português:
- Mestre desconhecido
Publicações onde é citado
« (...) Carlos Relvas (...) contratou vários mestres, provinientes de diversos pontos do país (...) Estes mestres, entre outros, terão sido o próprio José Maria da Silveira, Domingos Valente de Couras (Salréu), António Pereira Penela (1838-1908), e Joaquim Baú (contemporaneo do "Saloio), de Marco de Canavezes, mestre itenerante e que vivia do pagamento das lições dadas pelo pais. O que testemunha uma influência directa da técnica de Lisboa em alguns dos jogadores e posteriores mestres do Ribatejo.
» |
« Anlomo Pereira Penela, deu lições no Porto. (...) Um valoroso nome nortenho. (...) Nas suas vastas propriedades (de Carlos Relvas) na Golega estiveram os mestres: José Maria da Silveira, António Pereira Penela, Joaquim Baú, José Florêncio (de Tagarro) e ainda outros, sendo com estes mestres que Carlos Relvas adquiriu grandes conhecimentos da esgrima do pau.
» |
«
(Carlos Relvas) Fez vários convites. O primeiro que ele trouxe para a Golegã foi o nortenho Antonio Penela nabilissimo no jogo com as duas mãos, segundo a maneira minhota. Conta-se que uma vez, no calor das lições e destro como era Relvas tentou dominar o Penela mas este, num golpe rápido, passou a uma situação de superioridade que não agradou ao fogoso contendor, é claro, O Penela não possuia grande estatura - afirmam-nos velhos goleganenses que ainda o viram jogar - mas era valentissimo, não temendo os homens de grande estatura. Podiam ser altos como torres! Numa romaria, relata-se nas conversas dos antigos eram muitos homens contra ele, mas só com pedras o atingiram, porque à paulada jamais lhe lhe tocaram. Antonio Penela, deixou escrita a térmica do seu jogo, e um grupo de excelentes discípulos, como Joaquim Pinto e José de Sousa Cecílio - pai de Patrício Cecilio, também esgrimista do pau, e dos bons.
»
|
« A base deste jogo é a escola do mestre António Pereira Penela que Carlos Relvas, pai do antigo ministro Dr. José Relvara levou para as suas propriedades da Golegã, afim de com ele aprender a jogar o pau. (...) Mestre Penela, nasceu em 1832 e faleceu em 1908.
» |
Ver também
Referências
- ↑ CAÇADOR, António Nunes, Jogo do Pau: esgrima nacional, Lisboa: ed. Autor, 1963 (sobre o livro)