Mestre: Abílio Salreu: diferenças entre revisões

Fonte: Jogo do Pau Português
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== Sobre ==
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Mestre '''''Abílio Salreu''''', foi filho e contra-mestre do Mestre ''[[Mestre: Domingos Salreu|Domingos Valente de Couras]]'', conhecido como Mestre “Salréu”.
Mestre '''''Abílio Valente de Couras Salreu''''', foi filho e contra-mestre do Mestre ''[[Mestre: Domingos Salreu|Domingos Valente de Couras]]'', conhecido como Mestre “Salréu”.
 
Deu lições na [[Grupo da Travessa do Combro|Travessa do Combro]] e no [[Grupo do Retiro da Pipa|Retiro da Pipa]], em Lisboa.
 
Além de mestre de Hogo do Pau, Abílio, foi um construtor, mestre canteiro e marmorista lisboeta, proprietário de uma importante oficina de cantaria e trabalhos em mármore na primeira metade do século XX.
 
A firma "Abílio V. C. Salreu" (ou "Oficinas de Canteiro de Abílio V.C. Salreu"), sediada em Lisboa, especializou-se na execução prática e montagem de grandes obras escultóricas, monumentos públicos e arte funerária em colaboração com alguns dos escultores e arquitetos mais prestigiados da época.
 
Entre as grandes realizações associadas ao seu nome e à sua firma, destacam-se:
 
* Monumento a Luísa Todi (Setúbal): A sua firma foi responsável pela construção e montagem física do monumento em homenagem à famosa cantora lírica, desenhado por Abel Pascoal e esculpido por Leopoldo de Almeida.
 
* Monumentos comemorativos aos Mortos da Grande Guerra: A oficina de Abílio V. C. Salreu foi responsável pela execução de monumentos públicos de grande escala dedicados aos combatentes da Primeira Guerra Mundial, incluindo estruturas enviadas para as antigas colónias ultramarinas (como o monumento de 15 metros inaugurado em Moçambique em 1937).


== Publicações onde é citado ==
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'''Abílio Salreu''''', Contramestre do pai, ''[[Mestre: Domingos Salreu|Domingos Valente de Couras]]'', deu lições na ''Travessa do Combro'' e no ''Retiro da Pipa'', em Lisboa.
O mestre do [[Grupo do Retiro da Pipa|Retiro da Pipa]] foi [[Mestre: Domingos Salreu|Domingos de Valente de Couras "Salréu"]], profissional de Jogo do Pau, que manteve pelo menos três contra-mestres: o seu filho, [[Mestre: Abílio Salreu|Abilio Salréu]], [[Mestre: José Gonçalves Dias («o 95»)|José Dias (o "95")]] e [[Mestre: Luís Preto (contrameste Salreu)|Luís Preto]] (noutro quintal, na [[Grupo da Travessa do Combro|Travessa do Combro]] ).
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<small>CAÇADOR, António Nunes, ''Jogo do Pau: esgrima nacional'', Lisboa: ed. Autor, 1963 ([[Livro: Jogo do Pau: esgrima nacional|sobre o livro]])</small>
<small>Artigo «O Jogo do Pau em Portugal: processos de mudança, Universidade Nova de Lisboa» 1990 ([[Livro: O Jogo do Pau em Portugal: processos de mudança|ver mais]])</small>
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<small>(…)</small> conhecem-se, no entanto, três escolas: a do Norte (Minho e Trás-os-Montes), conhecida pelo nome de galega; a do Ribatejo, ou pataleira (de Pataios) e a de Lisboa. Esta última nasceu nos quintais dos arrabaldes lisboetas, onde nortenhos se distraíam jogando o pau e teve como principal animador '''Domingos Salreu'''. Foi, porém, o [[Mestre: José Maria da Silveira|Saloio]] o mestre que a regulamentou e lhe deu personalidade, disciplinando os princípios das outras escolas e transformando o que era apenas uma forma de combate em verdadeiro desporto.»<br>
Mestre '''Abílio Salréu''' filho do mestre [[Mestre: Domingos Salreu|Domingos de Couras Salréu]].
<small>Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, Enciclopédia, Limitada, volume XX, 1949 ([[Livro: Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira|sobre o livro]])</small>
 
'''Abilio Salréu''' foi também um perfeito jogador do pau visto que seu pai não teve segredos para ele.
 
(...)
 
'''Abílio Salreu''''', Contramestre do pai, ''[[Mestre: Domingos Salreu|Domingos Valente de Couras]]'', deu lições na [[Grupo da Travessa do Combro|Travessa do Combro]] e no [[Grupo do Retiro da Pipa|Retiro da Pipa]], em Lisboa.
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<small>CAÇADOR, António Nunes, ''Jogo do Pau: esgrima nacional'', Lisboa: ed. Autor, 1963 ([[Livro: Jogo do Pau: esgrima nacional|sobre o livro]])</small>
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<small>(…)</small> Vi muito pouco antes de ir ao barracão do [[Mestre: Domingos Salreu|mestre Salreu]], em diversos quintaes que visitei, e esse pouco que tive occasião de vèr, não me admirou, pois que era jogo mais ou menos semelhante ao que primeiro tinha aprendido.
É o seguinte o programa da festa que a Liga dos Melhoramentos e Recreios de Algés promove amanhã, às 17 horas, no seu campo desportivo:


Mas veio um dia em que entrei no quintal do mestre [[Mestre: Domingos Salreu|Salreu]], e da parte de fóra da janella do barracão estive vendo um assalto, como nunca julguei que que podesse haver. Que energia de pancadas, que certeza nas defesas, que cousa tão linda, certa e movimentada, em que logo percebi, que ali nada se perdia no ar, e que o terreno era disputado com toda a consciência.
1ª parte - Symphonia, pela banda de Carmuxide: jogo de pau, pela menina Normelia Antunes e Alberto Autunes; (...)


Escusado será dizer, que logo que o assalto terminou, eu estava da parte de dentro do barracão, para vêr os outros assaltos ou lições que se seguiram, e no dia seguinte eu era mais um discípulo do [[Mestre: Domingos Salreu|mestre Salreu]].
2ª parte - (...) assalto de jogo do pau, pelos srs professores [[Mestre: Ermelindo dos Santos|Ermelindo dos Santos]] e [[Mestre: Abílio Salreu|Alílio Salreu]]; (...)
 
<small>(…)</small> não posso também deixar de dizer, que [[Mestre: Domingos Salreu|Domingos Valente de Couras Salreu]] foi o jogador da elite, o homem mais completo, com mais vastos conhecimentos, sabendo-se cobrir como ninguém, cortando só quando era oportuno e sabendo fazer brilhar o seu adversario, quando isso lhe convinha ou apetecia. Nunca ninguém deixou de ficar satisfeito, quando acabasse de jogar com o [[Mestre: Domingos Salreu|mestre Salreu]], mas posso afiançar que exceptuando alguns seus discípulos adiantados, ninguém percebia do que elle poderia fazer, se fosse um jogador vaidoso.
 
[[Mestre: Domingos Salreu|Salreu]] que ainda vive, e vivo será por muitos annos, sendo como de facto é, um homem inteligente, explicava muito claramente, quando entendia o discípulo merecer-lhe essa honra, e eu tenho bastas razoes para lhe ser grato.
»<br>
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<small>Livro "Duas palavras sobre o jogo de pau" de [[Mestre: Frederico Hopffer|Frederico Hopffer]], 1924 ([[Livro: Duas palavras sobre o jogo de pau|sobre o livro]])</small>
<small>Jornal "A Capital" de 1 julho 1916 ([[Recorte Jornal: A Capital - Cruz Vermelha Portugueza - 1916]])</small>
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== Conhecimentos técnico ==
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Mestres onde obteve conhecimentos técnicos do Jogo do Pau português:  
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As cavalhadas e o jogo de pau no Velodromo de Lisboa


(...) O professor '''Domingos Salreu''' jogando o pau, vestido de campino.
* [[Mestre: Domingos Salreu|Domingos Valente de Couras]]
»<br>
<small>Artigo em Illustração Portugueza de 30 julho 1906 ([[Recorte Jornal: Ilustração Portuguesa - As cavalhadas e o jogo de pau no Velodromo de Lisboa 1906|ver mais]])</small>
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{| class="wikitable" style="text-align: center; width: 100%;"
! Linhagem de Mestres ([https://jogodopau.wiki/mapa/mestres.php?nome=Abílio%20Salreu Link externo])
! Toda a escola de Lisboa ([https://jogodopau.wiki/mapa/escolas.php?ver=Lisboa&nome=Abílio%20Salreu Link externo])
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'''REAL COLYSEU DE LISBOA'''<br>
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Domingo 2 de junho de 1993<br>
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<small>(...)</small><br>
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JOGO DE BENGALA<br>
pelos Ex.mos Srs. Eduardo de Sousa e Valentim Piato<br>
<small>(...)</small><br>
JOGO DE PAU, DUPLO TRAPEZIO, ARGOLAS, TORNIQUETE<br>
pelos Ex.mos Srs. [[Mestre: Domingos Salreu|Domingos Valente]], Manuel Igrejas.<br>
<small>(...)</small>
 
<small>Folheto de divulgação de um sarau a realizar no Real Coliseu de Lisboa 1893 ([[Folheto: Divulgação de sarau a realizar no Real Coliseu de Lisboa|ver folheto]])</small>
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| colspan="2" | Faça duplo clique sobre o nome do Mestre para abrir o seu perfil. Abaixo de cada um, é indicado o período da sua prática (com possível margem de erro), podendo também faltar Mestres ainda não identificados ou introduzidos na nossa Wikipédia
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== Conhecimentos técnico ==
== Galeria de imagens ==
 
Mestres onde obteve conhecimentos técnicos do Jogo do Pau português:


* [[Mestre: José Maria da Silveira|Mestre José Maria da Silveira «O Saloio»]]
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Image:Mestre Abilio Salreu.jpg|Imagem do Livro Antócio Caçador
Image:PT-TT-PIDE-E-010-89-17652 m0105.jpg|Registo criminal da PIDE de 1947<ref>https://digitarq.arquivos.pt/documentDetails/7633c29ad93a4b30a58420434dfa95e8</ref>
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== Ver também ==
== Ver também ==

Edição atual desde as 08h33min de 8 de junho de 2026

Outros nomes Salréu
Nascimento 14-06-1887[1]
Morte (+/-) 1960
Nacionalidade Portuguesa
Naturalidade Lisboa
Escola Lisboa
Local Quintais

Sobre

Mestre Abílio Valente de Couras Salreu, foi filho e contra-mestre do Mestre Domingos Valente de Couras, conhecido como Mestre “Salréu”.

Deu lições na Travessa do Combro e no Retiro da Pipa, em Lisboa.

Além de mestre de Hogo do Pau, Abílio, foi um construtor, mestre canteiro e marmorista lisboeta, proprietário de uma importante oficina de cantaria e trabalhos em mármore na primeira metade do século XX.

A firma "Abílio V. C. Salreu" (ou "Oficinas de Canteiro de Abílio V.C. Salreu"), sediada em Lisboa, especializou-se na execução prática e montagem de grandes obras escultóricas, monumentos públicos e arte funerária em colaboração com alguns dos escultores e arquitetos mais prestigiados da época.

Entre as grandes realizações associadas ao seu nome e à sua firma, destacam-se:

  • Monumento a Luísa Todi (Setúbal): A sua firma foi responsável pela construção e montagem física do monumento em homenagem à famosa cantora lírica, desenhado por Abel Pascoal e esculpido por Leopoldo de Almeida.
  • Monumentos comemorativos aos Mortos da Grande Guerra: A oficina de Abílio V. C. Salreu foi responsável pela execução de monumentos públicos de grande escala dedicados aos combatentes da Primeira Guerra Mundial, incluindo estruturas enviadas para as antigas colónias ultramarinas (como o monumento de 15 metros inaugurado em Moçambique em 1937).

Publicações onde é citado

« O mestre do Retiro da Pipa foi Domingos de Valente de Couras "Salréu", profissional de Jogo do Pau, que manteve pelo menos três contra-mestres: o seu filho, Abilio Salréu, José Dias (o "95") e Luís Preto (noutro quintal, na Travessa do Combro ). »
Artigo «O Jogo do Pau em Portugal: processos de mudança, Universidade Nova de Lisboa» 1990 (ver mais)

« Mestre Abílio Salréu filho do mestre Domingos de Couras Salréu.

Abilio Salréu foi também um perfeito jogador do pau visto que seu pai não teve segredos para ele.

(...)

Abílio Salreu, Contramestre do pai, Domingos Valente de Couras, deu lições na Travessa do Combro e no Retiro da Pipa, em Lisboa. »
CAÇADOR, António Nunes, Jogo do Pau: esgrima nacional, Lisboa: ed. Autor, 1963 (sobre o livro)

« É o seguinte o programa da festa que a Liga dos Melhoramentos e Recreios de Algés promove amanhã, às 17 horas, no seu campo desportivo:

1ª parte - Symphonia, pela banda de Carmuxide: jogo de pau, pela menina Normelia Antunes e Alberto Autunes; (...)

2ª parte - (...) assalto de jogo do pau, pelos srs professores Ermelindo dos Santos e Alílio Salreu; (...) »
Jornal "A Capital" de 1 julho 1916 (Recorte Jornal: A Capital - Cruz Vermelha Portugueza - 1916)

Conhecimentos técnico

Mestres onde obteve conhecimentos técnicos do Jogo do Pau português:

Linhagem de Mestres (Link externo) Toda a escola de Lisboa (Link externo)

Faça duplo clique sobre o nome do Mestre para abrir o seu perfil. Abaixo de cada um, é indicado o período da sua prática (com possível margem de erro), podendo também faltar Mestres ainda não identificados ou introduzidos na nossa Wikipédia

Galeria de imagens

Ver também

Referências