Mestre: Adelino Barroso

Fonte: Jogo do Pau Português
Nascimento (?) 1920
Morte (+/-) 1980
Nacionalidade Portuguesa
Naturalidade Vila Boa
Escola Cabeceiras
Local Salto

Sobre

Mestre Adelino Barroso, natural de Vila Boa aprendeu com o Mestre Mendes de Abadim[1]. Segundo o Mestre Orides de Oliveira, foi um "Cigano" que lhe deu as "primeiras luzes" do Jogo do Pau[2] ("Na região de Basto ficou celebre um cigano que andava de terra em terra e de feira em feira, e cujo jogo se caracterizou por um estilo particularmente violento[3]").

Publicações onde é citado

« A história do jogo do pau em Bucos, tão calada no seu segredo, é sobretudo carregada de recordações e imagens aprendidas. Decididamente uma escola poderosíssima. O presidente da Associação D. C. S. J. B. Bucos sabe só que «mestre» Calado, do vizinho concelho de Vieira do Minho, iniciou muitos jovens de Bucos no manejo do pau. E que Adelino Barroso continuou a tarefa já iniciada, transformando muitos rapazes em hábeis jogadores. Posteriormente, Ernesto dos Santos, que aprendera com o «mestre» Calado os alicerces da «escola» de bucos ensinando essa arte que poderá datar de séculos ou de milénios.»
Artigo em Notícias Magazine de 21 Novembro 1993 : A lei do pau (ver artigo)

« Em Terras de Basto, aonde o jogo é referido por oposição ao de Fafe em formas mais próximas do segundo estilo - dito do Norte e que enunciamos de seguida: há um elevado número de jogadores, actualmente inactivos, discípulos dos mestres Custódio Bráz de Bucos (Cabeceiras de Basto), Adelino Barroso de Salto (Barroso) respectivamente, e ainda António Gonçalves de Tecla (Celorico de Basto), discípulos do mestre Ernesto aluno do "Cigano" ("Na região de Basto ficou celebre um cigano que andava de terra em terra e de feira em feira, e cujo jogo se caracterizou por um estilo particularmente violento...); estilo praticado teve forte influência das estadias regulares do mestre Calado Campos (pai). »
Artigo «O Jogo do Pau em Portugal: processos de mudança, Universidade Nova de Lisboa» 1990 (ver mais)

« E a festa terminou com vistosas e emotivas demonstrações de jogo do pau – a esgrima portuguesa – dirigidos pelo diretor e pelo mestre do Grupo de Jogo do pau de Cabeceiras de Basto, srs. Manuel Marques e Adelino Barroso. Um espectáculo de beleza e alegria deste inolvidável festival de Educação Física da F.N.A.T.. »
Artigo «Revista Stadium» de 24 julho 1946 (ver mais)

« Desporto Corporativo

O subsecretariado de Estado das corporações presidiu ao festival das Salésias organizado pela F.N.A.T.

A Fundação Nacional da Alegria pelo Trabalho, organizou ontem no Estádio «José Manuel Soares». no seu VII festival anual para apresentação ao público dos atletas que prepara o maior carinho e atenção. (...)

Um desfile de cerca de quinhentos garbosos atletas e gentis ginastas (...)

Finalmente o grupo de jogo do pau de Cabeceiras de Basto, sob a orientação dos srs Manuel Marques e Adelino Barroso, efectuaram uma primorosa exibição da esgrima nacional, que no norte conta com elevado número de cultores. »
Jornal «O Comércio Do Porto» de 26 julho de 1946 (ver mais)

« Mestre Adelino Barroso natural de Cabeceiras de Bastos, jogador de grande fama na sua região (Minho). Bastante admirado pelos seus conterraneos onde tem desenvolvido o seu jogo regional e feito bons jogadores. »
CAÇADOR, António Nunes, Jogo do Pau: esgrima nacional, Lisboa: ed. Autor, 1963 (sobre o livro)

« Cabeceiras de Basto acolheu, em 29 de Maio o Encontro Nacional de Jogo de Pau. (...)
Dos melhores jogadores das últimas décadas há a destacar nomes como os de Adelino Barroso, Custódio Brás, Ernesto dos Santos, Manuel Urjais, Orides Oliveira, José Simões, Manuel Pereira, Artur Ramalho, Fernando Lima, José Brás, Manuel Dias, Fernando Brás, Avelino Martins e Custódio Martins. »
Jornal «Ecos de Basto» de 30 maio de 1993 (ver mais)

Conhecimentos técnico

Mestres onde obteve conhecimentos técnicos do Jogo do Pau português:

Linhagem de Mestres (Link externo) Toda a escola de Cabeceiras de Basto (Link externo)

Faça duplo clique sobre o nome do Mestre para abrir o seu perfil. Abaixo de cada um, é indicado o período da sua prática (com possível margem de erro), podendo também faltar Mestres ainda não identificados ou introduzidos na nossa Wikipédia

Galeria de imagens

Ver também

Referências

  1. Segundo M. Portela em entrevista a Rui Simões (ver mais)
  2. Testemunho de Orides Gonçalves de Oliveira, na entrevista "Os Guardiões da Tradição", em 2015
  3. Livro "Festividades Cíclicas em Portugal", de Ernesto Veiga de Oliveira, 1984 (ver mais)