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*** [[Estilo de Jogo: Lisboa (Ateneu)|Lisboa (Ateneu)]] | *** [[Estilo de Jogo: Lisboa (Ateneu)|Lisboa (Ateneu)]] | ||
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*** [[Estilo de Jogo: Guarda|Guarda]] | *** [[Estilo de Jogo: Guarda|Guarda]] | ||
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* [[Recreação]] | * [[Recreação]] | ||
* [[Animação e Espetáculo]] | * [[Animação e Espetáculo]] | ||
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* [[Importância do Jogo do Pau como atividade psico-motora e seu valor educativo]] | * [[Importância do Jogo do Pau como atividade psico-motora e seu valor educativo]] | ||
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* [[Varrer a feira|Jogo das varrimentas e o "Varrer a Feira"]] | * [[Varrer a feira|Jogo das varrimentas e o "Varrer a Feira"]] | ||
* [[Varapau|Varapau, a arma]] | * [[Varapau|Varapau, a arma]] | ||
* Regiões portuguesas onde houve Jogo do Pau | * Regiões portuguesas onde houve ou há registos de Jogo do Pau | ||
** [[Jogo na Zona Norte|Norte]] | ** [[Jogo na Zona Norte|Norte]] | ||
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< | «É necessário preservar quanto possível as tradições do nosso povo. Preservação que não signifique o desejo de manter formas ultrapassadas de viver, que o tempo tornou caducas e incapazes de dar resposta aos anseios e impulsos do nosso tempo, mas que, encarando o movimento progressivo da história, saiba conjugar o presente com o passado, descobrindo neste as artérias ainda vivas, aquelas que proporcionam um melhor conhecimento do que somos ou que podem ainda possibilitar um modo característico de ser e de viver, sem entrar em contradição com o que verdadeiramente somos e devemos ser. O prazer reside aí, no esforço sempre compensado de compreender a alma do povo, de vibrar com ela nos seus passatempos, divertimentos e festas.»<br> | ||
< | <small>''António Cabral'' no Livro ''Jogos Populares Portugueses'' de 1985 ([[Livro: Jogos Populares Portugueses|saiba mais]])</small> | ||
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«É pois, necessário não deixar morrer esta arte, este desporto tipicamente nacional. A todos os bons portugueses | |||
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<small>''1º ten. SE Melo e Sousa'' in ''«Revista da ARMADA»'', agosto 1984 ([[Artigo: Formação Jogo do Pau no Corpo de Fuzileiros 1984|saiba mais]])</small> | |||
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«Já lá vai o tempo em que em feiras e arraiais os barrosões, tal como os minhotos, se batiam de pau em riste, uns contra os outros, em autênticas cenas bélicas. Já lá vai o tempo em que o pau, por vezes o estadulho, era o Instrumento mais sofisticado a que o barrosão se agarrava com toda a raiva para vingar o inimigo.(...) Já lá vai o tempo em que no eirão ou na encruzilhada se praticava o jogo do pau para que nas pelejas sérias as pauladas certeiras em golpes e contragolpes rapidíssimos suplantassem as dos adversários. Já lá vai o tempo em que por terras de Barroso, de Cabeceiras e de Fafe se fazia a «Justiça de Fafe». O homem deixou de ser pastor e o pau cedeu o lugar à bengala com um estoque na ponta, Curiosamente, esta e aquele eram objecto de forte perseguição por parte da G.N.R. que, segundo se diz, os proibia e ainda proíbe em feiras e arraiais ou em aglomerados de gente com a finalidade de evitar o pior.<br> Hoje, porém, o pau, salvo «raras excepções», existe como um objecto que se tenta utilizar numa arte lindíssima, que a nós nos diz muito mais do que a esgrima, o caraté ou o judo. Hoje, o Jogo do pau é uma arte (..) uma arte-espectáculo (...) | |||
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<small>Jornal «A Capital», de 1979 ([[Recorte Jornal: O Jogo do Pau em Terras do Barroso 1979|ver mais]])</small> | |||
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«(...) nas feiras, tudo era motivo para uma richa. Um mal entendido sobre uma donzela já amada, servia de «mola» para o ar. E, como dizia o outro, quem tinha unhas é que dava concerto: «Um homem sozinho», recorda Filipe Freitas ''[de fafe]'', «podia vencer 10 ou 15. Dependia da habilidade e da genica dele. Uma vez lembro-me de que um tipo sozinho desviou mais de uma centena que o atacavam. Todos fugiram. Ele ganhou, sem ajuda de ninguém».<br> | |||
<small>Artigo «Correio da Manhã» de 1985 ([[Artigo: Fafe veio a Lisboa com o pau que servia para matar os ciumes 1985|ver mais]])</small> | |||
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Edição atual desde as 07h47min de 31 de março de 2025
Sobre
- Significado do nome Jogo do Pau
- Origem do Jogo do Pau
- Escolas, Clubes e Associações
- Mestres do Jogo do Pau
- Personagens históricas e relacionadas com o JPP
- Lendas e eventos históricos com Jogo do Pau
- Bibliografia e fontes escritas
- Filmografia
- Personagens jogadores de varapau na literatura portuguesa
- Jogo do Pau Português em datas
Técnica
- Escolas com estilos e técnica própria
- Tipos de "Jogo"
- O que é o Jogo
- Contra Jogo (um conta um)
- Jogos em Conjunto (um ou dois contra vários)
- Outros Jogos
- Sarilhos
- Séries de Jogo
- Formas
- Áreas técnicas envolventes
- Guardas (defesas)
- Pancadas (ataques)
- Deslocamentos (movimentação)
Áreas envolventes
Cursos e ensino online
- Curso Online de Iniciação ao Jogo do Pau Português - Staff Fighters
- Curso Online de Iniciação ao Jogo do Pau Português - Escola Jogo do Pau Messines
- Curso de formação de professores para a prática do Jogo do Pau no desporto escolar - Professor João Gama
- Suporte técnico e método de treino para grupos de estudo de Jogo do Pau e outros artistas marciais interessados - Mestre Luis Preto
Outros
- Terminologias e significados
- História e Antropologia - Reflexão sobre as Origens do Pau
- Léxico específico do Jogo do Pau Português
- Importância do Jogo do Pau como atividade psico-motora e seu valor educativo
- Algumas perguntas e respostas
- Graduações do Jogo do Pau
- Ética do Jogo do Pau
- Jogo das varrimentas e o "Varrer a Feira"
- Varapau, a arma
- Regiões portuguesas onde houve ou há registos de Jogo do Pau
Linhagem de Mestres das várias Escolas
Ver todas as Escolas num Link externo
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ATENÇÃO:
Esta enciclopédia está em constante desenvolvimento tendo ainda bastantes conteúdos incompletos. Ajude-nos a crescer!
Pode contactar-nos diretamente para:
contacto@jogodopau.wiki
«É necessário preservar quanto possível as tradições do nosso povo. Preservação que não signifique o desejo de manter formas ultrapassadas de viver, que o tempo tornou caducas e incapazes de dar resposta aos anseios e impulsos do nosso tempo, mas que, encarando o movimento progressivo da história, saiba conjugar o presente com o passado, descobrindo neste as artérias ainda vivas, aquelas que proporcionam um melhor conhecimento do que somos ou que podem ainda possibilitar um modo característico de ser e de viver, sem entrar em contradição com o que verdadeiramente somos e devemos ser. O prazer reside aí, no esforço sempre compensado de compreender a alma do povo, de vibrar com ela nos seus passatempos, divertimentos e festas.»
António Cabral no Livro Jogos Populares Portugueses de 1985 (saiba mais)
«É pois, necessário não deixar morrer esta arte, este desporto tipicamente nacional. A todos os bons portugueses
se lança este alerta, muito especialmente àqueles que gostam do exercício físico em geral e também a todos aqueles que têm a cargo a
difusão do desporto no nosso país.»
1º ten. SE Melo e Sousa in «Revista da ARMADA», agosto 1984 (saiba mais)
«Já lá vai o tempo em que em feiras e arraiais os barrosões, tal como os minhotos, se batiam de pau em riste, uns contra os outros, em autênticas cenas bélicas. Já lá vai o tempo em que o pau, por vezes o estadulho, era o Instrumento mais sofisticado a que o barrosão se agarrava com toda a raiva para vingar o inimigo.(...) Já lá vai o tempo em que no eirão ou na encruzilhada se praticava o jogo do pau para que nas pelejas sérias as pauladas certeiras em golpes e contragolpes rapidíssimos suplantassem as dos adversários. Já lá vai o tempo em que por terras de Barroso, de Cabeceiras e de Fafe se fazia a «Justiça de Fafe». O homem deixou de ser pastor e o pau cedeu o lugar à bengala com um estoque na ponta, Curiosamente, esta e aquele eram objecto de forte perseguição por parte da G.N.R. que, segundo se diz, os proibia e ainda proíbe em feiras e arraiais ou em aglomerados de gente com a finalidade de evitar o pior.
Hoje, porém, o pau, salvo «raras excepções», existe como um objecto que se tenta utilizar numa arte lindíssima, que a nós nos diz muito mais do que a esgrima, o caraté ou o judo. Hoje, o Jogo do pau é uma arte (..) uma arte-espectáculo (...)
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Jornal «A Capital», de 1979 (ver mais)
«(...) nas feiras, tudo era motivo para uma richa. Um mal entendido sobre uma donzela já amada, servia de «mola» para o ar. E, como dizia o outro, quem tinha unhas é que dava concerto: «Um homem sozinho», recorda Filipe Freitas [de fafe], «podia vencer 10 ou 15. Dependia da habilidade e da genica dele. Uma vez lembro-me de que um tipo sozinho desviou mais de uma centena que o atacavam. Todos fugiram. Ele ganhou, sem ajuda de ninguém».
Artigo «Correio da Manhã» de 1985 (ver mais)